quinta-feira, 5 de maio de 2011

Inteligência Artificial

 Seres mecânicos com engenhocas para reproduzir comportamentos e realizar tarefas é uma realidade há milhares de anos. Manuscritos a respeito de figuras mecânicas já foram encontrados em povos egípcios e árabes. Os chineses, no século já tinham inventado peixes mecânicos, bem como alguns criados que serviam vinho, cantavam, dançavam e tocavam instrumentos musicais. No século VI um relógio na região da Palestina, de hora em hora, anunciava a hora com um conjunto de figuras mecânicas. O mítico povo atlante, famoso por possuírem uma tecnologia incrivelmente avançada também pode ser citado aqui.

 Entretanto, acredito que o grande reconhecimento de inserir máquinas com comportamentos na sociedade para realizar tarefas que ajudariam os humanos aconteceu no século XVII com o mecanicismo, onde comparavam o homem a um relógio; uma quantidade absurda [e complexa] de engrenagens e peças que, juntas, realizam uma tarefa. Assim surgiu modelo do Homem Biomédico, muito forçado (e acho que esta palavra cabe perfeitamente aqui) por Descartes. A visão cartesiana dizia que o homem, e o universo, eram como um relógio; um conjunto complexo de peças que poderia ser completamente entendido se compreendido como as engrenagens do mundo funcionavam.

 Atualmente já estamos acostumados com tais mecanismos, muito presente nos brinquedos e eletrodomésticos. Mas já pararam para se perguntar como seria um mundo onde as máquinas tivessem personalidade?

 Talvez este universo de inteligência artificial super-realístico traria uma melhor compreensão humana da vida ou você entrar em guerra com o seu computador que pode fazer milhares de cálculos por segundo geraria um apocalipse?

 Em especial a Ficção Científica nos traz uma mostra de como seria este mundo, dito por alguns, futuristas. Vamos analisar alguns casos de mundos robóticos:

1.       Projeto Zeta: um robô projetado para ser uma máquina de espionagem e infiltração do governo norte americano se nega a cumprir uma missão graças a um software de consciência criado por seu projetista e passa a ser perseguido por agentes. Na fuga, conhece uma garota apelidada de Rô que não tem família. Ambos passam a ser amigos e vivem para procurar o projetista de Zeta. Dispensável dizer que a vida dos dois vira um inferno, apesar de sempre acabar bem cada episódio.



2.       Resident Evil (filme): baseado numa série de jogos de mesmo nome, a trama se passa na Colméia que é uma base de pesquisas genéticas ilegais pertencente a Corporação Umbrela. Após o T-Vírus ser espalhado, a Rainha Vermelha (um sistema de inteligência articial) tranca todas as portas matando todo mundo (palmas para a cena em que ela ativa os sistemas de defesa da Colméia, por sinal) para impedir que o vírus saia dali. Certo que foi por um “bem maior” que não adiantou nada, pois acontece um Apocalipse Zumbi de qualquer forma.





3.       Star Wars: série clássica de filmes onde os robôs existem em abundância. Na verdade, existe um exército deles que lutam pelo Império. Claro, existem os IA bonzinhos também como o C3PO e o R2-D2. Mas o mais impressionante e motherfucker é o General Grievous, cuja inteligência provavelmente vem de um cérebro humano. Era um caçador de Jedi, dos quais roubava os sabres e os usava em suas batalhas e tornou-se líder dos Separatistas após a morte de Dookan (melhor usar o nome em inglês... quem entendeu, ótimo).



4.       Inteligência Artificial: filme dirigido por Steven Spilberg onde os robôs são bem parecidos com os humanos, a não ser pelo fato de não terem emoções, com exceção de David, o protagonista da série, que é um novo projeto de robôs com sentimentos para serem adotados como filhos (imortais e que nunca envelhecem, tudo o que uma mãe neurótica quer). Entretanto, a vida logo se mostra um pequeno inferno e o jovem David precisa conhecer um mundo promiscuo onde os a prostituição de robôs e sua destruição é um esporte legalizado.



5.       Portal: jogo de estratégia que se passa dentro de uma companhia chamada Aparture Science. Neste jogo, você deve testar uma nova arma que abre portais e, no final dos testes, lhe é prometido um bolo pela simpática robô GLaDOS. Após descoberto que o bolo é uma mentira, você decide se vingar e destruir o sistema de inteligência artificial. O grande interessante de GLaDOS, entretanto, é que mesmo sabendo que ela quer te matar e mentiu a vida toda, você não consegue sentir raiva dela, principalmente após ouvir a música dela no fim do jogo (vídeo da música no fim do post).




6.       Matrix: trilogia cinematográfica onde as máquinas dominaram o mundo e forçaram os humanos a se esconder no interior da Terra, único lugar quente o suficiente para permanecer a vida. Pondo de lados os efeitos especiais, magníficos para a época, o filme mostra um futuro Meca-apocaliptico. Dispensa mais palavras aqui.


 Vendo estes seis exemplos, me pergunto qual será o real futuro da humanidade com o avanço tecnológico. Será que irão considerar as Leis de Asimov quando forem programar seres com inteligências tão superiores as nossas?

Tá certo... melhor ser realista: ativem o Protocolo Bluehand. 

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