Ah, o carnaval! Quem não gosta da maior festa de folia nacional? Todos brincando, comendo, bebendo, desfilando e liberando todas as energias. No conjunto, é uma bela festa devo admitir.
Não há fontes muito seguras quanto à etimologia da palavra carnaval (que muitos acreditam ser “festival da carne”), mas o mais provável é que tenha vindo da palavra latina “carnelevarium”, que significa “Eliminação da Carne” ou “Purificação da Carne”, o que seria bem associável ao contexto dos quarenta dias de purificação (a Quaresma) que precedem a Páscoa e a ressurreição de Jesus Cristo.
Mas quanto à festa em si... sabe qual é a origem do carnaval? Ou melhor dizendo: do Bacanal?
Exatamente meu amigo folião!
Quando a Igreja Católica estava reunindo fiéis (sendo bem educado no termo) de culturas pagãs, este foi um dos artifícios/adaptações usados pela Santa Instituição para agregar os Romanos à sua causa, bem similar ao que aconteceu no Natal. O que chamamos hoje de Carnaval, é originário do Bacanal, a festa de culto a Baco, Deus Romano das festas e do vinho (Dionísio para os Gregos).
“O Bacanal era o festival romano que celebrava os três dias de cada ano em hora a Baco, onde aconteciam bebedeiras e orgias sexuais” (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997). Ao que parece, só mudou o nome da festa.
Ademais, existia também no Antigo Egito, uma comemoração bem semelhante que era uma Festa de Osíris, Deus da vegetação e da pós-vida, na época em que havia o recuo do Rio Nilo, onde poderia ser feitas plantações. Esta comemoração onde as pessoas se fantasiavam e dançavam ocorre no, no calendário gregoriano, em 6 de janeiro, data em que Jesus teria recebido a visita dos Três Reis Magos, vindos do oriente. Já que o assunto passou de carnaval para cultura pagã nos dias modernos, sabiam que o enterro durante o funeral, praticado pela Igreja Católica desde os primórdios vem também da origem do povo celta de devolver o corpo carnal ao Ventre da Terra Mãe?
O Natal, já mencionado, é uma adaptação cristã para outro festejo pagão romano. No dia 25 de dezembro era realizada a Festa da Luz, o dia do Sol Invencível renascendo para o povo europeu durante o Solstício de Inverno. O Natal, como nascimento do Menino Jesus, só passou a ser comemorado nesta data no século IVd.C. Sei que a Wikipedia brasileira não presta muito, mas tentem procurar pelos nascidos no dia 25 de dezembro que não acharão Jesus.
Em muitos idiomas domingo é o dia do sol (do inglês sunday [Sun = sol], do japonês nichiyobi [nichi = sol], do alemão sonntag [sonne = sol], do holandês zondag [zon = sol], do islandês sunnudagur [Sun=sol] e do albanês e diel [diell = sol] por exemplos). Na astrologia, o sol é representado por um ponto circunscrito, que também já foi o símbolo químico do ouro e, antigamente, foi a representação de Deus por alguns povos. Em outras palavras, na cultura pagã, domingo era o dia de veneração do Deus Sol. Hoje, na Igreja Católica, domingo é o dia que tem mais fiéis em seus cultos. Sim, mais uma prática pagã aderida pela igreja.
As nossas festas nos dias 13, 24 e 29 de junho em homenagem a, respectivamente, Santo Antonio, São João Batista e São Pedro vieram de origem pagã, pois nestas datas era comemorada a chegada do verão, referentes aos Deuses da Proteção e Colheita, onde o Solstício de Verão (entre os dias 22 e 23 de junho) marcam o dia da colheita. Obviamente existem outras datas e celebrações ainda muito utilizadas que tiveram origens das quais muitas pessoas preferem não saber. Não quero julgar a crença de ninguém, pois acho que cada um reza pro Deus que merece, mas não há como negar que o Brasil é um país muito rico culturalmente e, pelos fatos acima mencionados, acho que deveríamos rever nossos conceitos da próxima vez que nos depararmos com os cartazes que “enfeitam” as ruas de nossa cidade:
Para aqueles que não sabem, o Halloween (ou Dia das Bruxas) é uma festa comemorada no dia 31 de outubro. Originalmente vem do povo celta que acreditava que, nesta data, as almas de todos os falecidos naquele ano iam para o Outro Mundo, na Celebração de Samhaim e Ano Novo Celta. Para auxiliar as almas que não se perdessem, acendiam velas dentro de pequenos barcos para que a chama iluminasse os caminhos dos espíritos de entes queridos. Muito provavelmente surgiu daí a origem do famoso Jack, as abóboras com rosto esculpido e vela dentro, muito visto em filmes norte-americano, onde a festa é mais popular. Para finalizar: não acham coincidência que no dia 31 de Outubro os celtas comemorassem a passagem dos mortos para o outro mundo e que, dois dias depois (2 de Novembro) a partir do século V a Igreja Católica tenha começado a praticar o Dia de Finados?


Muito bom o post!!
ResponderExcluircontinue assim ^^
Estou esperando pela próxima matéria.
bjus