Acho que todos já ouvimos falar que “Fulano foi fazer uma prova bêbado e tirou notão” ou que “Ciclano foi pro cursinho de inglês sábado de manhã, depois de virar a noite num barzinho da Lapa e ficou quase fluente”, não é verdade? No Nerdcast - podcast do site Jovem Nerd -, foi dito que um de seus podcasters num jogo de tiro ao alvo com arco e flecha teria conseguido acertar três flechas no centro em estado alcoolizado.
Existe ainda o fator da descontração social. Muitas pessoas, sob efeitos do álcool fazem coisas dos quais não fariam sóbrio, fator este que geralmente é visto negativamente. Para citar um exemplo benéfico, mesmo que fictício (porém possível de acontecer no mundo real), vamos analisar Rajesh Koothrappali, o personagem encarnado pelo ator Kunal Nayyar na série The Big Bang Thoery, exibida no Brasil pela Warnner Channel. Raj, como é chamado pelos amigos, é um doutor em astronomia e sofre de uma psicopatologia chamada mutismo seletivo, que o impede de falar com mulheres. Entretanto, sob efeito do álcool (ainda que o efeito alcoólico seja placebo), este se comunica normalmente com pessoas do sexo oposto.
Não podemos esquecer, ainda, dos benefícios do vinho, mundialmente conhecidos e estudados. Para citar alguns exemplos, o vinho quando consumido em doses moderadas pode ser benéficos contra doenças cardíacas, mentais, respiratórias, urinárias, além de ajudar no combate a diabetes, nos ossos, no sangue, na visão e, pasmem, até mesmo no câncer (matéria completa aqui). Mas que propriedades milagrosas teriam a bebida sobre as pessoas? Por relatos, o estado de embriaguez tende a aumentar as habilidades das pessoas.
Querendo expor toda e qualquer veracidade a despeito desta teoria, como futuro cientista da mente, eu resolvi expor e fazer esta experiência de caráter puramente científico.
OBJETIVO: Explorar conceitos ditos pelo senso comum dos efeitos benéficos do consumo de bebida alcoólica em relação às atividades do meio acadêmico.
DESENVOLVIMENTO: O sujeito experimental chegou na faculdade duas horas antes de começar a aula, encontrou dois amigos e foi ao “Isopobar” (o apelido carinhoso dado para a carrocinha de churrasco que tem na esquina da faculdade). A princípio foram dois latões de cerveja, dividido com uma das amigas. Logo foram comprados mais dois latões, também divididos. Na terceira vez, mais dois latões, do qual o sujeito tomou um inteiro e metade de outra. Um conhecido que chegou naquele momento comprou mais dois latões, o qual um foi dividido com o sujeito experimental. Somando as totalidades foram ingeridos cinco latões de cerveja, cada uma com 473ml dando um total de quase 2,5 litros de uma cerveja com teor alcoólico de 4,6% (agora vamos ver quais os pinguços que saberão qual foi a cerveja pelo teor de álcool =P).
Por não estar se sentindo muito bem, o sujeito comeu um espetinho de churrasco e foi para a aula alegando estar “no estado perfeito para o experimento”.
Nos primeiros quinze minutos de aula, o sujeito experimental mostrou-se bastante ágil em conseguir copiar e fazer anotações, em conjunto a ouvir o que a professora falava, o que o sujeito alegava não conseguir fazer. Decorridos os primeiros minutos, o sujeito saiu de sala dizendo precisar comer alguma coisa e que não estava mais dando certo. CONCLUSÃO: A partir da experiência relatada pelo sujeito experimental, é possível constatar que o álcool pode sim exercer alguma influência positiva no meio acadêmico, uma vez que o sujeito foi mais ativo nos minutos iniciais da aula. Porém o método ainda deve ser aprimorado, o que demandará de uma nova experiência.
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